Chaves do Futuro

 

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Chaves do Futuro

(Tony Apolinário)

Raiva, nós não temos mais,
Desistimos há tempos atrás!
Querer, já não nos condiz,
Escolhemos quem já quer por nós!

São tantos barris de pólvora
Em muitos ciclos que se repetem,
Estilhaçando o que edifico
E no meu suplício, eu rogo às massas,
Que me dão as costas!
Enquanto o tempo urge, a vida passa, o trabalho salva
E os clichês que ficam, vai ser desse jeito.

Pouco a replicar...
Nada a esclarecer!
Vão-se as chaves do futuro.

Assim será meu país:
Astronautas ao invés de civis!
Deixa assim como está,
Pois decolam depois de pisar.

São pés que esmagam vidas,
Corrompem sonhos,
Mudam o modo de proceder
Parafraseando as idéias tortas
Do mundo do “salve-se quem puder!!!”
Enquanto o alimento falta, não há mais vagas, o que há são armas
E clichês que ficam, grosso modo teremos

Pouco a replicar...
Nada a esclarecer!
Vão-se as chaves do futuro.